E o tempo passou.
As lembranças de meus heróis ficaram pra trás com minha infância e minha disposição. Esqueci-me da força, do poder, da resistência e simplesmente aceitei o tempo e minha nova fase. Começaram então, a vir todo o tipo de batalhas, só que não como aquelas de meus heróis, eram batalhas internas.
E percebi como eu era ridícula, pois passei toda a minha infância sonhando em ter todo aquele 'poder' e quando finalmente tive a oportunidade de mostrá-lo em minha realidade, não consegui.
Eu não era herói. Não tinha qualquer força pra resistir ao que me fazia mal, não oferecia resistência alguma. Eu sofria. E não houve nenhum momento em que dei a volta por cima. Fui derrotada.
Não podia salvar os inocentes, nem aos que amo, muito menos a meus inimigos. Não tinha condições de me salvar!
Como sou engraçada. Como sou fraca. Como sou falha. Que bom que não sou herói.
Mas hoje, mesmo depois de algum tempo, ainda tenho um. Só que ele não é nem um pouco parecido com meus antigos admirados. Ele foi completamente forte por toda a sua vida, ao contrário de mim; e em sua morte, deixou-se derrotar como o mais fraco, assim como eu. Por fim, ele venceu. Não com qualquer ato heroico visto por todos, mas silenciosamente, antes que qualquer um pudesse tomar conhecimento, ele venceu todas as coisas. Um herói derrotado e vencedor, um admirável herói.
Sei que hoje, nEle, que é o verdadeiro, mesmo que não seja o que sempre sonhei, sou salva. Por alguém que nunca quis ser.
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