segunda-feira, 31 de dezembro de 2012

Feliz ano novo?


Não.

Não vou desejar feliz ano novo (claro, apenas no blog, porque se não o fizer pessoalmente serei muito deselegante). Não mais uma vez. Vai dizer que isso adianta alguma coisa?

Sei que todos os seres humanos do mundo querem realmente passar o momento da virada se envolvendo com o máximo de "vibrações positivas" possíveis, por isso, desejar ao próximo um 'Feliz Ano Novo' é além de positivo, uma atitude nobre (pois não é egoísta).

Mas, sabe?
Um ano não é feito de vibrações. Um ano é feito de 365 dias, 52 semanas (e 1 dia), 12 meses,  8.760 horas, 525.600 minutos e por aí vai. O que eu quero dizer? 'O ano é feito de tempo.' E quem escolhe como utiliza o tempo é você e eu.

Não espere do 'ano', pois o ano é tempo, e tempo não tem vida, não pode fazer. Quem faz somos nós.
Escolha. Escolha certo. E então verá como seu ano será feliz! Mas não pense tão longe, pense no hoje, nessas 24 horas que determinam esse dia - e faça todo o bem, todo o certo, tudo que puder pra ser realmente feliz.


O que desejo mesmo, pra todos, é que possam colher cada semente que plantaram e que plantarão a partir de amanhã. Cada uma delas. Seja boa ou má. - Porque Deus é justo.
E que todas sejam boas! 

Feliz Hoje! Felizes 24 horas! Felizes Escolhas!
Escolhas certas.
Faça seu ano. Mas comece fazendo seu dia. Cada dia. Todo dia.


domingo, 30 de dezembro de 2012

Perguntas (e 'talvezes')*


O que dizer de um Deus que todos os dias sustenta todas as pessoas do mundo?
- Permitindo que cada uma delas tenha seu mundo. E faça suas escolhas.

O que dizer para um Deus que ama incondicionalmente? Como explicar esse amor, ou retribuí-lo?
Talvez vivê-lo para os outros. Sendo cada um, representante desse Amor aqui.  

Como fazer poesia, texto, música ou qualquer coisa bela destinada Àquele que tudo inspira?
Talvez num ápice dessa inspiração, colocar todo coração, emoção, sinceridade e capacidade numa composição artística em louvor. 

Como entender a infinidade de propósitos e possibilidades que Ele dispõe diante do caminho de nossa vida?
Talvez conversando com o próprio "planejador-mor" de todos esses desígnios.


Como fazer perguntas suficientes a respeito do Criador de todas as mentes curiosas? E como responder essas perguntas sem no princípio um 'talvez'? 


* - existe? rs.

sábado, 29 de dezembro de 2012

Mais


Descubro que em sou,
Sua palavra me diz.
Entendo quem eu fui,
Quem não mais quero seguir, não.

Eu sou um pescador,
Sua palavra me diz.
Te sigo aonde for,
Faço tudo em Seu Nome.

Sou mais que vencedor, 
Sendo que eu sempre fui o segundo em tudo que eu vivi.
Me chamo amigo, 
Não sou mais estranho, eu sou um filho, eu sou Teu.

Tu És o bom pastor, 
Sua palavra me diz.
Feliz em meio a dor, 
Sua bondade me persegue.

Sou mais que vencedor, 
Sendo que eu sempre fui o segundo em tudo que eu vivi.
Me chamo amigo,
Não sou mais estranho, eu sou um filho, eu sou Teu.

Eu fui encontrado,
Sendo que eu sempre fui o esquecido em tudo que eu vivi.
Me chamo amigo,
Não sou mais estranho, eu sou um filho
Eu, eu não sou mais estranho, eu sou um filho,
Eu fui encontrado, eu sou um filho, eu sou Teu.

Eu sou Teu.

Devia estar orando...*


Olha, e quando eu me sentir perdida? 
Porque me sinto assim agora.
E quando eu desanimar? 
Porque assim estou fazendo.

Tenho fé, tu sabes que tenho fé.
Mas as vezes a motivação some...
E então?
O que eu faço? O que não faço?

Não é pecado sentir, pelo menos não essas coisas.
Mas sei que posso cometer grandes erros dependendo do que faço com esses sentimentos.
Sei disso, por isso te peço:
Me ajuda!

Me reanima, me motiva, me inspira...
faça alguma coisa.
Hoje.

Quando tudo isso passar, sei que vou dizer:
"Tu fizeste isso por mim"
Mas enquanto não passa, continuo dizendo:
"Deus, me ajuda?


 *mas fiz um texto.

terça-feira, 25 de dezembro de 2012

Eu queria ser herói


Toda aquela força, todos aqueles poderes que chamavam atenção de todos me fascinavam. Eu queria me ver naquela situação, queria me ver enfrentando tudo aquilo e sempre vencendo. Quase que podia sentir a resistência á dor fluindo dentro de mim. Como me sentia incrível!

E o tempo passou.

As lembranças de meus heróis ficaram pra trás com minha infância e minha disposição. Esqueci-me da força, do poder, da resistência e simplesmente aceitei o tempo e minha nova fase. Começaram então, a vir todo o tipo de batalhas, só que não como aquelas de meus heróis, eram batalhas internas.
E percebi como eu era ridícula, pois passei toda a minha infância sonhando em ter todo aquele 'poder' e quando finalmente tive a oportunidade de mostrá-lo em minha realidade, não consegui.

Eu não era herói. Não tinha qualquer força pra resistir ao que me fazia mal, não oferecia resistência alguma. Eu sofria. E não houve nenhum momento em que dei a volta por cima. Fui derrotada.
Não podia salvar os inocentes, nem aos que amo, muito menos a meus inimigos. Não tinha condições de me salvar!

Como sou engraçada. Como sou fraca. Como sou falha. Que bom que não sou herói.

Mas hoje, mesmo depois de algum tempo, ainda tenho um. Só que ele não é nem um pouco parecido com meus antigos admirados. Ele foi completamente forte por toda a sua vida, ao contrário de mim; e em sua morte, deixou-se derrotar como o mais fraco, assim como eu. Por fim, ele venceu. Não com qualquer ato heroico visto por todos, mas silenciosamente, antes que qualquer um pudesse tomar conhecimento, ele venceu todas as coisas. Um herói derrotado e vencedor, um admirável herói.

Sei que hoje, nEle, que é o verdadeiro, mesmo que não seja o que sempre sonhei, sou salva. Por alguém que nunca quis ser.



segunda-feira, 24 de dezembro de 2012

Então é natal!


E vejo todas as pessoas comemorando à sua maneira e à sua cultura. 
Enquanto na tv passam alguns filmes americanos com toda aquela neve e 'espírito de Papai Noel', aqui nossa realidade é outra. A começar pelos 37º C que marcam meu termômetro nesse momento.

Na verdade, não sei o que dizer agora. Poderia muito bem simplesmente desejar 'um Feliz Natal!' e pronto, ou então começar a apresentar todos os motivos cristãos que baseiam esse feriado, mas não sinto que devo fazer isso.

Andei pensando em todas as pessoas do mundo que não participam do 'espírito natalino' que varre a Terra nessa época do ano. Essas pessoas, provavelmente não tem condições, ou motivos pra viver esse evento. Pessoas sem dinheiro ou sem família, que simplesmente não acreditam na 'magia do Natal'. É, eu também não.  E mais: Acho que aqueles que por 'força maior' não poderão celebrar essa data á maneira comum, podem tentar ao menos, celebrá-la da maneira correta.

Sem presentes, sem reuniões de família e todas as coisas que elas trazem, poderíamos então, ter tempo para entrar em depressão profunda por causa da solidão ou (por favor, escolhamos isso:) pararmos pra pensar, tentar entender e sentir o que verdadeiramente tudo isso significa.

Um dia nasceu um menino, cujo propósito era ser morto pela culpa de seu povo. E esse menino cresceu, se tornou relevante em meio aos seus conterrâneos e um grande representante da fé daquelas pessoas. Enfim, depois de ter ensinado, exemplificado e vivido todo o bem que era possível e até impossível a qualquer um feito de carne, cumpriu o propósito pelo qual viveu: Foi sacrificado (e depois ressurgiu).
E - graças a Deus! - seu sacrifício se estendeu para todos aqueles que não pertenciam ao seu povo, por todos os tempos.
Foi um herói diferente, que não usou qualquer poder para se livrar do sofrimento, mas o aceitou em nosso lugar.

Feliz aniversário (simbólico) ao menino, ao jovem... ao homem que nasceu para morrer!

- Acabei por falar dos 'motivos cristãos que baseiam esse feriado', desculpem-me.

Enfim, Feliz Natal! - Pra quem o comemorará da maneira comum ou da maneira que alguém como eu chama de 'verdadeira'.

- É. Descumpri mesmo tudo o que disse que não faria, por favor, desculpem-me mesmo.



sexta-feira, 21 de dezembro de 2012


"Não julgue seu irmão só porque ele peca de um jeito diferente do seu."

- Frase retirada de uma das fotos do Instagram de Leonardo Gonçalves (@leonardogolcal7)

"Não julgueis para não serdes julgados, não condeneis para não serdes condenados." Lucas 6:37

Somos os réus, não os juízes. Não podemos nem julgar a nós mesmos porque assim, em algum momento seremos parciais! Todos necessitamos do mesmo advogado. 


Sobre o "fim do mundo"

- Vi todo o tipo de comentário. De todo o tipo de gente.
Alguns gastariam todo seu dinheiro se realmente acontecesse, alguns agiriam loucamente se realmente acontecesse, alguns creram e se preparam para que acontecesse e os mais 'equilibrados', ao analisarem sua vida, tiraram suas conclusões otimistas ou não. Mas nenhum, nenhum sequer, demonstrou interesse em agir pela última vez pelos outros. 

Primeira história - A menina e o livro


Era de tamanho médio, com capa dura e páginas bastante amareladas e nada atraentes - perto dos tantos outros graficamente bem acabados e coloridos que vira. A linguagem muito mais antiga do que a dos livros da escola, e as palavras tinham significados complicados demais para serem contextualizadas numa única frase.
Ela, era 'menina' apenas no gênero, mas não aceitava mais ser chamada assim. Estava na 'flor' da sua idade, pronta pra começar a experimentar os primeiros frutos da liberdade, pronta pra viver tudo o que havia visto nos filmes até então. Era uma adolescente comum tentado ser como todas as outras, comuns. 

Mas aquele livro não dizia isso.

Enquanto tudo ao redor a chamava para tomar escolhas impensadas, o livro dizia para ter prudência. Enquanto tudo ao redor a motivava para fazer qualquer coisa fora das regras, "só pra curtir, só pra ter alguma coisa pra contar", o livro dizia que de tudo ela deveria prestar contas. 
Enquanto todos ao redor queriam a emancipação de seus pais opressores e insensíveis, o livro dizia para honrá-los.
Enquanto 'viver' para os outros de mesma idade era sofrer por "amores eternos", o livro dizia que a vida estava num só Amor.
Enquanto muitos sofriam calados, o livro dizia que todos os sofrimentos deveriam ser apresentados e entregues, para serem cuidados.
Enquanto muitos ardiam nos prazeres, o livro dizia que o prazer maior devia ser sua leitura! E obediência.
Enquanto todos achavam que liberdade é fazer o que se quer, o livro dizia que liberdade é se limitar a fazer somente o que é certo.

Que mundo diferente! Como aceitá-lo? O que ela iria se tornar?
O livro prometia a melhor das vidas, mas exigia toda a sua vida. Tudo o que ela conhecia. Era incerto.
Enquanto o caminho lá fora já era sabido por ela, mesmo que nunca o tivesse trilhado. Era só seguir.

Num enorme jorro de pensamentos conflitados, ela pediu ajuda ao descrito 'autor' daquela obra que a estava desorientando. E ele veio. E ela se entregou.

Tudo isso aconteceu num só momento. 

Desde então, ela nunca mais largou o livro.
 E todos o conheceram. Nem todos o aceitaram. Mas ela vive, e diz que morre por ele. 

Que á medida que se tornar mais verdadeiro, também se externe.

quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

...

Engraçado, hoje mais uma vez me peguei começando uma leitura pelo fim da revista.
Foi uma daquelas "revistas de salão", cheias de ícones da beleza, produtos de beleza, dicas de beleza, roupas que realçam a beleza, é como se ela gritasse 'SEJA BONITA!'. Sempre sinto um impulso consumista quando leio essas revistas.
Depois, li alguns jornais (partindo da data de hoje, até, se não me engano, o de Segunda-feira) e, apesar de não me deter muito nas notícias, algumas manchetes chamaram atenção, como a de moradores de uma vila que devem desocupá-la e não tem pra onde ir. Me senti impotente.
Então, agora há pouco liguei a tv (apenas por hábito, sei que não está passando nada que eu realmente assista) e vi todas aquelas notícias banais que se repetem todos os dias. Banais? Não pra quem as vive.  Me sinto desnecessária.

Posso orar apenas,
 para que as diferenças entre as pessoas diminuam, e que elas todas juntas possam fazer algo grande por todas as outras, porque, quem sabe o dia de amanhã né?
Hoje a moça que está na capa da revista pode ser manchete de jornal ou notícia principal na tv amanhã. Hoje eu que estou aqui, posso estar (com muita malhação, ou sorte, rs.) na capa da revista amanhã, e no noticiário depois de amanhã.

Que o abismo entre as classes diminua, que meus impulsos, minha impotência e minha desnecessidade também. Que realmente haja Amor. E que não falte fé a ninguém.

Amém.

Somos o centro?


Não. Claro que não! Mas não sabemos disso.


Nascemos como pequenos monarcas, somos tratados como "reizinhos" por nossas famílias - mesmo aqueles que não tem toda condição para se considerarem"reis", tem sempre suas "manhas" atendidas por um responsável incomodado.

E assim, crescemos e nos vemos como o foco de tudo o que acontece ao nosso redor. Afinal, é nossa vida. É nossa história.
Mas tenho pensado que, nossa! Há quase 7 bilhões de pessoas na Terra, não é possível que caibam 7 bilhões de mundos em um planeta só. É incabível.

Só que, para mim, o que mais importa nesse planeta lotado é o meu mundo com os meus interesses e a minha história de vida. E aí que entra o Criador nessa questão.

A começar pelo fato de que ninguém consegue atender todas as suas próprias necessidades sozinho, também creio que qualquer pessoa não consiga erguer seu 'mundo' sozinha. Precisamos de outras pessoas. Outras pessoas. É isso! Não somos um mundo dentro do mundo, somos parte do mundo. Parte de algo maior, de um propósito maior que envolve todas as outras histórias na face da Terra. Não podemos pensar que 'só o nosso' importa. Se existimos, não existimos para nós mesmos, mas para todas as outras pessoas, mesmo aquelas que nunca vamos conhecer.

Saia da sua casa, do seu portão, dos seus laços sanguíneos. Saia do seu mundo. Ninguém é o centro, todos são parte.


- Esse texto foi inspirado por uma conversa que tive com minha mãe, que fez a sugestão dentre os temas que estava pensando. :)


quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

Seja verdadeiro





Sempre quis ser uma daquelas pessoas cultas, com as quais outras pessoas igualmente com 'algo a mais' desejassem conversar. Mas sabe? Minha atual realidade não permite que assim seja, seria necessário muito esforço e dedicação. E aí eu penso: Seria verdadeiro se eu 'resolvesse'  ser "culta" e empenhasse minha energia e o que mais fosse preciso nesse objetivo?
E então lembro de todas as vezes que depositei minha esperança de felicidade em 'objetivos' como esse, que são rapidamente nomeados como 'status', e penso na quantidade de pessoas que vivem para alcançar essa façanha. E por causa dela pisam em tudo que se põe em seus caminhos. Inclusive outros corredores da mesma estrada.

Não adianta. Não é verdadeiro, não trará sentimentos verdadeiros. Nunca será suficiente. É a verdade. Portanto, penso que hoje, devo me dedicar aquilo que naturalmente gosto e aprecio, meus verdadeiros objetivos que Deus me concedeu. E não tentar ser como aquele ali ou aquele outro, porque a essência deles não é a minha, e a verdade deles também não.


(Que) Seja verdadeiro.