Então, qual o nosso preço?
Dizemos que 'tem coisas que o dinheiro não compra', e realmente, há muitas coisas que, por mais ricos que sejamos, nunca poderemos possuir. Mas não falo de dinheiro.
Todos os dias nos são oferecidas 'ofertas', simples ofertas. Não as notamos na maioria das vezes, e quando as notamos, as ignoramos como se fôssemos fortes o suficientes para recusa-las.
Não somos. Definitivamente.
Nós sabemos disso, mas vamos até o limite, nos oferecemos até que enfim lancem o maior preço. Nos leiloamos.
E aí eu pergunto: quanto nós valemos?
Alguns, valem uma noite. Outros, uma dose. E ainda há aqueles que valem uma mentira, ou um pensamento, ou qualquer uma dessas 'coisas pequenas' que nos cercam.
Talvez ainda não tenha entendido do que eu falo. Ou o que disse até então não se fez coerente com o título do texto. Mas sim, falo de liberdade.
Falo daquele que oferta constantemente, mas prefiro dizer aquele que 'tenta' constantemente. Aquele que quer a todo o custo nos 'comprar de volta', nos levar com ele, como produtos.
E, ah! Ele sabe ofertar muito bem!
O pensamento não foi suficiente? Vem a vontade. Ainda não cedeu? Vem a 'perfeita circunstância'. E então, vem o pecado - "...e o pecado, sendo consumado, gera a morte." -, e pronto. Vendido! Posso ouvir o leiloeiro gritando.
Foi-se a liberdade, agora resta esperar ser 'empacotado' para que seja levado. Exatamente como uma mercadoria. Exatamente como nós mesmos nos tratamos.
Nosso preço já foi pago. Mas há aquele que aparenta 'oferecer mais', e talvez ele consiga mesmo. Mas se conseguir, será para sempre. Estamos falando de coisas eternas aqui, e, 'eterno' para ele, não é nada valioso.
Por isso que ele oferece tão pouco. Nos compra tão fácil.
Não se venda. Não para ele. Não vale a pena. Tudo é aparência.
Liberdade vale mais que tudo isso.
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